Juiz de Cristalândia realiza audiência de videoconferência com indígenas da Ilha do Bananal

O juiz titular da Comarca de Cristalândia, Wellington Magalhães, realizou, na última quarta-feira (30/6), audiências em formatos de videoconferência, na plataforma Yalink, disponibilizada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), para oitiva das partes e testemunhas de processos que visam o registro tardio de óbito de indígenas residentes em aldeias na Ilha do Bananal.

“Ontem tivemos a oportunidade de atender três famílias da Ilha do Bananal. Para realizar as audiências pelo sistema de videoconferência, contamos com o apoio dos advogados das partes, que se deslocaram mais de 800 km para auxiliá-los durante a audiência, já que o sistema, apesar de ser intuitivo, demanda familiaridade”, explicou o juiz Wellington Magalhães.

O magistrado, que está trabalhando em regime de home office, devido às normativas do TJTO sobre a pandemia da Covid-19, também explicou a questão logística que envolveu a ação. “Tendo em vista a qualidade da rede de dados dentro da Ilha do Bananal, nas Aldeias Santa Izabel do Morro e Fontoura, distantes mais de 300 km da sede do fórum, os indígenas foram levados para a cidade ribeirinha de São Félix do Araguaia, no estado do Mato Grosso, de onde prestaram seus depoimentos ao Poder Judiciário”, concluiu.

Os pedidos para registro tardio de óbito foram feitos por Daniel Ohori Karajá, de 67 anos, Iracema Karaja, de 82 anos, e Butxiweru Karajá, de 77 anos.

Texto: Jesuino Santana Jr.
Comunicação TJTO


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