Curso discute construção de ambientes de trabalho mais seguros no Judiciário

Hodirley Canguçu A imagem mostra um grupo de servidores(as), magistrados(as) e colaboradores(as), em pé e uma participante sentada em cadeira de rodas, posando para a foto,  durante atividade do curso Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário.

A construção de ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e atentos à saúde das pessoas marcou a abertura do curso Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário, realizada nessa quarta-feira (13/5), no auditório da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat). A capacitação segue nesta quinta-feira (14/5), no auditório do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), com transmissão ao vivo pela Plataforma Virtual da Esmat para as comarcas do interior.

O curso é voltado a magistrados(as), servidores(as) do Poder Judiciário Tocantinense e servidores(as) de órgãos parceiros, com foco na prevenção, no acolhimento, na responsabilização e na construção de uma cultura institucional pautada pela dignidade humana.

Durante a abertura, a desembargadora Helvia Túlia Sandes Pedreira, coordenadora-geral da formação e presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, da Promoção à Liberdade Religiosa e Combate à Intolerância no Poder Judiciário do Tocantins (CASSEDIO-TJTO), destacou a importância do debate para o fortalecimento de ambientes institucionais mais seguros.

“Debater sobre assédio moral, sexual e discriminação no trabalho é fundamental para garantir ambientes profissionais mais seguros, respeitosos e humanos. A prevenção e o enfrentamento dessas práticas protegem a dignidade das pessoas e fortalecem uma cultura de respeito e inclusão”, afirmou.

A capacitação é conduzida pela professora Rubiane Barros Barbosa Kreuz, analista judiciária no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com atuação nas áreas de direitos humanos, saúde mental no trabalho, comunicação humanizada e prevenção ao assédio institucional. Segundo ela, o curso busca provocar uma reflexão coletiva sobre os impactos do assédio na saúde mental e nas relações de trabalho.

“É preciso falar de assédio no Poder Judiciário, entendendo por que as pessoas estão adoecidas e adoecendo no trabalho, e o que nós, como instituição e como colegas, podemos fazer para prevenir, enfrentar e erradicar essas práticas no ambiente laboral”, ressaltou.

A programação contempla fundamentos normativos e institucionais, saúde mental, ambiente de trabalho, cultura organizacional, prevenção, acolhimento, responsabilização e estudo de casos. 


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