Comunidade eproc projeta futuro colaborativo e encerra encontro com foco em inovação, integração e união

Elias Oliveira A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargadora Jacqueline Adorno, faz uso da palavra durante a solenidade de encerramento do IV Encontro Interinstitucional do eproc, realizada no auditório do Tribunal. Ao centro do palco, a magistrada discursa diante de representantes de tribunais de diversas regiões do país, enquanto autoridades acompanham a programação. Ao fundo, o telão exibe a identidade visual do evento e a celebração dos 15 anos do eproc no Tocantins.

Após três dias de debates, troca de experiências e compartilhamento de boas práticas, o IV Encontro Interinstitucional do eproc chegou ao fim nesta quarta-feira (8/7), no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), com uma reflexão sobre os próximos passos da maior comunidade de desenvolvimento colaborativo de sistema processual eletrônico do país.

O painel de encerramento, com o tema Visões de Futuro da Comunidade eproc, reuniu representantes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e do TJTO para discutir os desafios, as oportunidades e as perspectivas que devem orientar a evolução da plataforma nos próximos anos.

Na oportunidade, o analista judiciário e chefe da Divisão de Sistemas de Informação do TJTO, Angelo Stacciarini Seraphin, promoveu uma reflexão sobre a trajetória construída pela comunidade eproc desde a implantação do sistema no Tocantins, há 15 anos, e destacou a importância da colaboração entre os tribunais para o crescimento da plataforma.

Angelo Stacciarini Seraphin, analista judiciário e chefe da Divisão de Sistemas de Informação do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), conduz palestra durante o painel Visões de Futuro da Comunidade eproc, realizado no encerramento do IV Encontro Interinstitucional do eproc.

Ao relembrar o início da parceria entre o TJTO e o TRF4, Seraphin ressaltou o papel pioneiro do Judiciário tocantinense na consolidação do sistema em âmbito nacional e observou que a transformação promovida pelo eproc ultrapassa a adoção de uma ferramenta tecnológica, ao impulsionar mudanças na cultura organizacional e na forma de atuação do Poder Judiciário.

Como parte da apresentação, os participantes responderam a uma consulta interativa sobre sentimentos e expectativas para o futuro do eproc. As palavras mais citadas formaram uma nuvem que reuniu conceitos como colaboração, esperança, inovação, evolução, integração, convergência e união, apontados como pilares para o fortalecimento da comunidade.

 

União como principal força

Durante o encerramento, o coordenador nacional do eproc, juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, do TRF4, destacou a dimensão alcançada pela plataforma e a força da governança colaborativa que sustenta o sistema.

O coordenador nacional do eproc, juiz Eduardo Tonetto Picarelli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), participa do painel de encerramento do IV Encontro Interinstitucional do eproc.

“O eproc é hoje o maior sistema de processo eletrônico autônomo do país. Nenhuma outra comunidade reúne tantas pessoas trabalhando de forma integrada para desenvolver e aperfeiçoar uma mesma solução. Nossa união é a nossa maior força”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância de manter o engajamento institucional para garantir a continuidade da evolução da plataforma.

gestor técnico nacional do eproc, Marlon Silvestre, participa do painel de encerramento do IV Encontro Interinstitucional do eproc, realizado no Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO)

O diretor de Sistemas do TRF4 e gestor técnico nacional do eproc, Marlon Silvestre, destacou que o futuro da plataforma começa a ser construído a partir das discussões realizadas durante o encontro. Segundo ele, a continuidade do trabalho colaborativo entre os tribunais será fundamental para que o sistema siga evoluindo e atendendo às demandas do Poder Judiciário.

 

Balanço positivo

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins e presidente da Comissão Auxiliar do eproc no TJTO, desembargadora Jacqueline Adorno, encerrou oficialmente o encontro com uma mensagem de agradecimento aos participantes e às instituições parceiras.

“Foi uma honra e um privilégio recebê-los aqui. Tivemos três dias de intensa troca de experiências, compartilhamento de cases de sucesso e construção de projetos para o futuro. Acredito na esperança e na união que já existem dentro da comunidade eproc e que podem se fortalecer ainda mais com a chegada de novos tribunais à nossa família”, destacou.

A desembargadora também relembrou a trajetória do eproc no Tocantins e enfatizou o impacto da transformação promovida pela ferramenta na prestação jurisdicional. “O eproc não representou apenas a implantação de um sistema. Ele mudou a forma de fazer Justiça. Exigiu novas estruturas, novos modelos de gestão e uma nova cultura organizacional”, concluiu.


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