A Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPLS/TJTO) do Poder Judiciário do Tocantins realizou, nesta terça-feira (5/5), a segunda reunião do ano para avaliação de indicadores socioambientais, apresentação de resultados estratégicos e definição de ações para 2026. O encontro foi conduzido pela presidente da comissão, desembargadora Ângela Prudente, que ressaltou a importância do engajamento institucional e da continuidade das ações sustentáveis no âmbito do Judiciário tocantinense.
“Os resultados mostram que avançamos, mas também deixam claro que sustentabilidade é um trabalho contínuo. Precisamos do envolvimento de todas as áreas para fortalecer essa cultura institucional, consolidar resultados e seguir evoluindo nos próximos ciclos”, afirmou a desembargadora, que, ao final da reunião, também parabenizou a atuação dos integrantes da comissão.
Entre os principais temas discutidos esteve a apresentação do relatório de monitoramento do primeiro trimestre de 2026, que apontou avanços expressivos nos indicadores de sustentabilidade do Judiciário tocantinense. O levantamento destacou aumento de 103% na reciclagem, redução de 29% no volume de impressões, crescimento de 1.410% no uso de etanol, combustível de menor impacto ambiental, redução de 10% no consumo de gasolina e diminuição de 1,1% no uso de papel próprio.
Durante a reunião, também foi apresentado o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) referente ao ano-base 2025, elaborado em atendimento à Resolução nº 594/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu diretrizes do Programa Justiça Carbono Zero e determinou a elaboração de inventários de emissões pelos tribunais brasileiros.
O relatório apontou emissão total de 997 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), distribuídas entre emissões diretas (escopo 1), consumo de energia elétrica (escopo 2) e emissões indiretas (escopo 3). No comparativo com 2024, considerando os sete prédios monitorados no ano-base anterior (prédios da capital do Poder Judiciário, com exceção do Fórum), o estudo evidenciou avanços significativos na gestão ambiental, com redução de 43,41% nas emissões diretas, 13,1% no consumo relacionado à energia elétrica e 14,6% na gestão de resíduos sólidos.
Os dados também demonstraram evolução metodológica no monitoramento ambiental do Tribunal, com aperfeiçoamento na coleta e refinamento das informações fornecidas pelas unidades, permitindo medições mais precisas e alinhadas às metas institucionais de descarbonização e sustentabilidade.
Apesar dos avanços registrados, a comissão também destacou desafios que seguem como prioridade na agenda socioambiental do Tribunal. Entre os principais pontos de atenção estão o consumo de água e energia elétrica em algumas unidades. A comissão reforçou, ainda, a importância de fortalecer medidas de eficiência energética, ampliar o uso de fontes renováveis e consolidar uma cultura organizacional cada vez mais alinhada às práticas sustentáveis.
Outro destaque da pauta foi a apresentação dos resultados do projeto-piloto “Você é Luz”, desenvolvido no Anexo I do TJTO com foco em eficiência energética e mudança comportamental. O diretor administrativo do TJ, Carlos Henrique Drummond, explicou que a iniciativa mobilizou servidores(as), terceirizados(as) e agentes de sustentabilidade para adoção de práticas de consumo consciente, monitoramento de equipamentos e campanhas internas de sensibilização.
Como resultado, o projeto conseguiu interromper a curva histórica de crescimento no consumo de energia elétrica da unidade, consolidando redução de 6.389 kWh em relação ao período de 2024 a 2025 e estabilização dos gastos energéticos, mesmo após o encerramento da primeira etapa. A experiência agora se apresenta como modelo para possível ampliação a outras unidades do Poder Judiciário.
A vice-presidente da CGPLS/TJTO, desembargadora Etelvina Maria Sampaio, destacou a relevância da iniciativa e o envolvimento das equipes na construção dos resultados do projeto "Você é Luz", que busca incentivar o consumo consciente de energia.
“Parabenizo a Diretoria Administrativa pelo engajamento nesse projeto. Trata-se de uma iniciativa que promove mudança de cultura e mentalidade e, por isso, precisa ter continuidade e ser fortalecida como prática permanente em todo o Tribunal”, afirmou.
Presente na reunião, o juiz auxiliar da Presidência, Arióstenis Vieira Guimarães, também ressaltou o caráter inovador da metodologia aplicada.
“O formato adotado, com agentes multiplicadores, descentralização das ações e engajamento das equipes, mostrou resultados positivos. A continuidade dessa iniciativa e a participação ativa das unidades são fundamentais para consolidar a sustentabilidade como prática institucional”, destacou.
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