CGJUS participa do 10º Expojud, em Brasília, com painel B.I. Fundiário do Nupref

Priscila Cavalcante Corregedor, magistrados e servidores posam para foto durante o 10º Expojud, em Brasília. O grupo de onze pessoas está em pé, lado a lado, diante de um painel com o nome do evento.

A Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins (CGJUS/TO) apresentou, durante o 10º ExpoJud Congresso, em Brasília, o B.I. Fundiário, ferramenta desenvolvida pelo Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref) para reunir, organizar e transformar dados da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) em informações estratégicas para a gestão pública.

Considerado um dos principais eventos de tecnologia e inovação do ecossistema da Justiça, o ExpoJud 2026 teve início na última terça-feira (6/10) e segue até quinta-feira (8/10), no Centro Internacional de Convenções de Brasília.

Com o tema “Navegando o Novo Horizonte”, o congresso reúne lideranças, especialistas e instituições de todo o país para debater inteligência artificial, governança de dados, transformação digital e inovação no setor público. A programação conta com mais de 200 palestrantes, cinco palcos simultâneos e uma área de exposição dedicada à apresentação de projetos, soluções tecnológicas e experiências inovadoras.

Dados a serviço da regularização fundiária

Apresentado ao público do ExpoJud, o B.I. Fundiário consolida dados relacionados aos processos de Reurb nos municípios tocantinenses e permite visualizar, de forma integrada, informações como núcleos urbanos regularizados, títulos de propriedade entregues, etapas dos processos de regularização e outros indicadores relevantes.

A ferramenta possibilita identificar o estágio da regularização fundiária em cada município, acompanhar resultados e fornecer informações que auxiliem no direcionamento das ações do Nupref e dos parceiros envolvidos.

Para o juiz coordenador do Nupref, Jordan Jardim, a inteligência de dados representa um avanço na forma de compreender e planejar a política de regularização fundiária.

"Quando organizamos e cruzamos as informações, conseguimos compreender com mais clareza os avanços, os desafios e as necessidades de cada município. O B.I. nos permite enxergar a regularização fundiária para além de números isolados, transformando dados em inteligência para o planejamento, fortalecendo a atuação integrada com os municípios e parceiros e dando publicidade ao nosso trabalho para a sociedade e demais interessados”, destacou.

A apresentação em Brasília também levou ao cenário nacional uma solução desenvolvida no âmbito da Corregedoria tocantinense a partir de demandas concretas da regularização fundiária no Estado.

Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, a participação no congresso fortalece o intercâmbio de experiências e a disseminação de boas práticas no Judiciário.

“A participação no ExpoJud 2026 reforça nosso compromisso com a inovação, o compartilhamento de boas práticas e o aprimoramento da gestão pública. A apresentação do B.I. Fundiário demonstra como o uso estratégico dos dados pode fortalecer o acompanhamento da regularização fundiária, apoiar os municípios e orientar decisões mais eficientes, sempre com o objetivo maior de ampliar a segurança jurídica e beneficiar a população tocantinense”, avaliou.

Corregedoria no ExpoJud

Além da apresentação do B.I. Fundiário, o corregedor-geral da Justiça do Tocantins participou do painel “Próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei nº 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no qual compartilhou experiências, avanços e desafios da trajetória de informatização do processo judicial no Tocantins.

Também integram a comitiva da CGJUS/TO os juízes auxiliares Marcelo Laurito Paro, responsável pela área de Serviços Notariais e de Registro, e Manuel de Faria Reis, responsável pelos Serviços Administrativos e dos Órgãos do Primeiro Grau; a chefe de gabinete da Corregedoria, Bruna Patrícia; além da equipe técnica da instituição.

A participação no ExpoJud amplia a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pela Corregedoria tocantinense e insere o B.I. Fundiário no debate nacional sobre o uso de dados e tecnologia como instrumentos para aprimorar a gestão pública e ampliar a efetividade das políticas de regularização fundiária.


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