“A principal barreira para a inovação é a nossa forma de existir”. A frase foi destacada pelo doutor e mestre em Educação Augusto Niche, gerente de DHO da Summit – This & Artool, na abertura da palestra que ministrou sobre “Inteligência Artificial e Redes Neurais”, nesta terça-feira (6/10), no IV Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (IV Consepre).
“A gente não aprendeu a trabalhar junto, tanto na escola como na universidade. Não aprendeu a aprender junto. Ensinaram jornadas individuais e isso de alguma forma interfere no mundo da inovação”, disse Niche, ao citar conceito de inovação, tendências (pra onde o mundo está avançando), vetores (com que velocidade a gente precisa avançar para ser inovador) e sentido.
Ao falar sobre observância, o palestrante comentou que a limitação da capacidade de observância compromete o processo criativo. “As nossas leituras de vida forjam a nossa racionalidade. As pessoas que estão familiarizadas com o diverso, proporcionalmente, estão mais abertas à criatividade”, frisou, acrescentando que as nossas construções, de uma certa forma, refletem no processo de inovação.

Inteligência artificial

Segundo o palestrante, quanto mais fechadas as pessoas são, mais dificuldades terão para entender o que é inteligência artificial, que está sendo estudado nos Estados Unidos desde a década de 1940. Na oportunidade, falou sobre o passado presente, apresentando objetos ultrapassados.
Niche comentou que, hoje, existem universidades, escolas de magistratura e unidades do Judiciário que contam com tecnologia, mas, talvez, a cultura de letramento para a inovação ainda está um passo atrás e é preciso preparar as pessoas para essa questão.
Niche falou ainda sobre a importância de se abrir para outras áreas de conhecimento. “As redes neurais são marcadas por diferentes campos de conhecimento.”
Nesse sentindo, disse que o grande conceito de inovação está relacionado à jornada do sujeito, ou seja, a experiência que ele tem. “Vocês já pensaram qual é a experiência do sujeito do Judiciário?”, chamou os magistrados à reflexão.
Durante a palestra, Niche falou ainda sobre criatividade, reflexão e criticidade, e destacou que a inteligência artificial pode ser usada em favor do Judiciário.
Ao falar sobre essa questão, lembrou que o humano está no início e no fim do processo de inteligência artificial, e que é o homem quem analisa os dados. “Paralelo a desenvolvimento tecnológico, tenho que ter racionalidade humana”, concluiu.

Texto: Neuracy Viana
Fotos: Rondinelli Ribeiro
Comunicação TJTO