O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Palmas iniciou a primeira semana dos trabalhos de 2022 com pauta de atendimentos virtuais de Justiça Restaurativa. As sessões de pré-círculos e círculos restaurativos do mês de janeiro se concentram nos procedimentos encaminhados pela Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA), um projeto realizado com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

O participante de uma das sessões desta quinta-feira (13/01), Luiz Claudio de Faria, falou da primeira experiência na prática circular. “Acredito que a maioria dos problemas familiares que levam a busca da justiça para solução pode ser resolvida através do diálogo, porém os diversos problemas e frustrações criados dentro das famílias tornam esse diálogo inviável, e o Judiciário cria mecanismos com profissionais capacitados para promover um diálogo coordenado, de forma amistosa e servindo de intermediadores para soluções, o que é muito importante. Isso traz segurança para os envolvidos e, o principal, como no meu caso, pode trazer uma solução sem criar traumas para minha filha.”, comentou.

Olhos nos olhos

A facilitadora Luanna Vargas da Silva Labre afirmou que o Círculo de Construção de Paz é uma medida autocompositiva para resolução de problemas e também uma forma ensinar a sentar e olhar nos olhos, ouvir um ao outro, conversar, traçar caminhos para tentar resolver problemas e, ainda, poder fazer isso sem julgamentos, usando as técnicas da comunicação não violenta, uma chance de praticar a empatia, através da escuta ativa. Ela diz ainda ter grandes expectativas para 2022, quanto a pratica dos círculos de construção de paz.

A facilitadora da Justiça Restaurativa Adelaine da Cunha Batista informou que, nas sessões de Justiça Restaurativas, as facilitadoras também apresentam outras ferramentas para auxiliar os pais e mães em conflitos, como o curso ofertado gratuitamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – “Oficinas de Pais e Mães online”, que pode ser acessado pelo link.
Ela diz também que as oficinas de parentalidade ofertadas pelo Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio dos Cejusc em cada comarca, são meios de auxiliar de forma bastante eficaz na solução dos casos de famílias com vínculo “quebrado” e com filhos menores.

Segundo o Cejusc da Capital, essas teorias expositivas trazem autoconhecimento e oportunizam as partes a estarem mais abertas para participar das sessões de mediação nos processos judiciais e extrajudiciais ou de Círculos de Construção de Paz da Justiça Restaurativa, quando poderão até mesmo realizar acordo com posterior homologação por meio de sentença e efeitos judiciais.

Comunicação TJTO