Iniciativa contemplada no Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (PLS-PJTO), mais de mil lâmpadas inutilizadas e sem serventia recolhidas de várias unidades do Tribunal de Justiça do Estado foram coletadas, na tarde desta quarta-feira (24/11), e terão destinação correta, sem prejudicar o meio ambiente. Outros 70 quilos de lâmpadas quebradas também foram recolhidos.

Mercúrio é ameaça

O material estava acondicionado em contêiner no Anexo I do TJTO, em Palmas (TO). De acordo com informações da chefe da Divisão de Serviços Gerais, Jucilene Ribeiro Ferreira, que acompanhou o trabalho, o material foi acumulado ao longo de um ano. “O descarte nos aterros sanitários de lâmpadas usadas como a de Classe I, que são tóxicas, são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. O mercúrio presente nessas lâmpadas, mesmo que em pequena quantidade, é um metal pesado de características altamente nocivas que, quando liberado na natureza, tanto em estado natural ou sob a forma de vapor, pode prejudicar seres humanos, animais, plantas ou penetrar no solo e contaminar os lençóis freáticos”, alertou.

Utilizando equipamentos próprios de segurança, colaboradores da empresa contratada para o serviço fizeram a coleta nesta tarde e, a partir de agora, farão o transporte, processamento e destinação final dos resíduos de forma que não cause danos ambientais e a humanos. “Assim, a coleta, transporte, processamento e destinação final dos resíduos e rejeitos das lâmpadas visam contribuir com a preservação do meio ambiente, atendimento à legislação ambiental, em especial contribuir com a sustentabilidade”, declarou.

Prêmio de Qualidade

Leila Jardim, coordenadora de Gestão Socioambiental e Responsabilidade Social (Cogersa), ressaltou a importância do trabalho. “A gestão de resíduos é um dos temas tratados no Plano de Logística Sustentável do PJTO, com indicadores e metas instituídos para 2021, cujos resultados impactam nos resultados do nosso Tribunal no Prêmio de Qualidade do CNJ. Além de incluir práticas de gestão sustentável, racionalização e consumo consciente, a ação cumpre vários dos Objetivos Sustentáveis da Agenda 2030 da ONU”, disse. A ação é da Diretoria Administrativa (DIADM).

 Fotos: Rondinelli Ribeiro/TJTO
Comunicação TJTO