O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Palmas realizou, na quinta-feira (7/10), por meio de seus prestadores de serviços credenciados, uma visita institucional para firmar parceria de atendimento com a Clínica Luz, localizada na zona rural da capital. A clínica atende para tratamento e reabilitação de dependentes químicos, internação voluntária, involuntária e compulsória.

A Clínica Luz tem parceria com o Poder Judiciário do Tocantins para internação judicial em todas as regiões do Estado. Atualmente, conta com 73 pacientes de diferentes idades, de 14 a 74 anos. A internação involuntária pode ser por recomendação médica, já a internação compulsória é por determinação judicial.

A visita foi feita pelas facilitadoras credenciadas para prestação de serviço de Justiça Restaurativa, Adelaine Batista e Cássia Mafra Bueno, acompanhadas pelo sargento Marcos Barbosa Evangelista, que também atua nos serviços do Cejusc. Eles foram recepcionados pela equipe multidisciplinar da Clínica Luz, o diretor terapêutico Brunno Lang Frazão de Moraes; José Américo Rosa Junior, diretor Jurídico e Financeiro; a pedagoga Ellen Dayana Gobi Lira; Fabrício Paulo dos Santos Oliveira, coordenador terapêutico; Claudia Milhomem, do financeiro; e Vilnete Alves Rodrigues Dias, enfermeira.

A pedagoga Ellen Dayana foi responsável pela parceria entre a Clínica e o Judiciário. “Há alguns meses, iniciamos esse contato para então estabelecer esse atendimento. Conhecer mais esse projeto foi uma experiência marcante. Acreditamos que a ideia nuclear da Justiça Restaurativa pode contribuir em especial na reconstrução dos vínculos familiares”, frisou.

Depoimento

Ao final, a equipe pôde receber o compartilhamento de um depoimento de um dos dependentes químicos em recuperação, Fabrício Paulo, que integra a administração da Clínica: “Por muitas vezes me encontrei em um beco sem saída. Onde eu queria parar de fazer o uso de droga, mas não tinha força para manter um período abstendo para ter meus pensamentos centralizados novamente. O período que fiquei como residente em uma Clínica de recuperação me ajudou bastante. Onde tive a oportunidade de cuidar de mim, de ter um momento focado apenas para me tornar uma pessoa melhor e lidar com os meus conflitos diários sem fazer o uso de droga. Foi através de uma clínica que conheci a programação do Narcóticos Anônimos, onde foi fundamental no início de minha recuperação e até hoje para manter e progredir como um adicto em recuperação. Foram os meses mais bem aproveitados até eu poder assumir o controle da minha vida”.

Comunicação TJTO