Visando proporcionar a defesa e proteção do meio ambiente, melhor eficiência do gasto público e da gestão dos processos de trabalho, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), por meio da Comissão Permanente Gestora do Plano de Logística Sustentável, presidida pela desembargadora Ângela Prudente, lança neste mês de maio o 2º Ciclo do Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário do Tocantins (PLS-PJTO).

O PLS-PJTO é um instrumento de gestão estratégica socioambiental alinhado à Estratégia Nacional do Judiciário, como prevê a Resolução nº 325 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e que proporciona a defesa e proteção do meio ambiente, melhor eficiência do gasto público e da gestão dos processos de trabalho, em sintonia com os ditames da Agenda ONU 2030.

De acordo com a desembargadora Ângela Prudente, as ações do PLS-PJTO buscam fomentar na instituição a adoção de comportamentos que promovam o equilíbrio e o bem-estar no ambiente de trabalho. “As ações ambientalmente corretas possuem como objetivo a redução do impacto no meio ambiente, tendo como premissas a redução do consumo, o reaproveitamento e reciclagem de materiais, a revisão dos modelos de padrão de consumo e a análise do ciclo de vida dos produtos”, afirmou.

Para a desembargadora, o segundo ciclo de execução do Plano de Logística Sustentável vai estabelecer novos padrões referenciais de sustentabilidade e aperfeiçoar o senso de pertencimento, fazendo com que magistrado, servidor e colaborador se tornem parte desse processo de continuidade da mudança da cultura institucional voltada ao uso racional dos recursos disponibilizados.

“Por fim, os resultados de execução do primeiro ciclo do Plano de Logística Sustentável demonstram que estamos trilhando o caminho certo, o qual não admite retrocesso, visto que o cenário ambiental, social e econômico, vivido atualmente e reafirma a necessidade de se avançar no tratamento das questões socioambientais no âmbito da Administração Judiciária, como garantia, para a presente e às futuras gerações, do usufruto do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e preservação da vida de todos os seres vivos, em especial a humana”, concluiu a desembargadora.

O PLS-PJTO compreende o período de 2021-2023. Os Planos de ação, os indicadores e as metas abrangem de forma direta todas as unidades organizacionais do Poder Judiciário Tocantinense. Os públicos-alvo a que se destinam as diretrizes deste Plano, no âmbito interno, são os magistrados, gestores administrativos, servidores, estagiários, voluntários e trabalhadores terceirizados.

Metas

Em relação ao ano de 2019, o PLS-PJTO de 2021 vem com metas ousadas como a redução de 11 mil resmas de papel não reciclado próprio consumidas; a destinação às cooperativas/associações de catadores de recicláveis de 100% do resíduo de papel gerado nas unidades que dispõem de projeto de coleta seletiva; a manutenção total de veículos do TJTO a etanol; e a redução em 4.776.235 kWh do consumo de energia elétrica, o equivalente a 2% do consumo com energia elétrica.

Balanço do Primeiro Ciclo do PLS-PJTO

O Relatório de Desempenho do PLS-PJTO, relativo a 2020, apresentou resultados significativos dos indicadores econômicos e socioambientais e traduzidos numa economia de exatos R$ 4.557.204,35 e nas 16 metas superadas ou alcançadas.

Um dos indicadores ilustrativos da redução do consumo em várias áreas do Judiciário tocantinense foi da energia elétrica, cuja economia chegou a quase R$ 1 milhão. Como resultado, a redução alcançada no consumo de energia foi de 25,20%, ante os 5% estabelecidos pela meta.

Texto: Jesuino Santana Jr. / Foto: Divulgação

Comunicação TJTO