"A não presença física no trabalho não significa improdutividade. Estamos seguindo as tendências mundiais de junção das novas tecnologias e força de trabalho. Vamos girar a chave do novo e-Proc Nacional em janeiro de 2020. E é importante que o servidor conheça as novas ferramentas que estarão disponíveis nacionalmente para melhoria da saúde e qualidade de vida", disse o presidente do Tribunal de Justiça Tocantins (TJTO), desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, nesta manhã (2/12) durante a abertura do evento “Preparando Gestores e Servidores do TJTO para o Teletrabalho”, realizado no auditório do TJ.

O modelo escolhido para exercer o Teletrabalho é o home office e visa dar mais celeridade, produtividade e também reduzir custos. Para o desembargador, além disso, a ferramenta vai propiciar uma melhor automatização do trabalho e facilitar a vida dos servidores que necessitam de maior contato com lar.

Workshops

O diretor de Gestão de Pessoas e coordenador do programa de teletrabalho do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Mauro Saraiva Barros Lima, abordou o tema “O teletrabalho no Poder Judiciário: experiências e resultados do home office em tribunais brasileiros”. Os servidores tiveram oportunidade de conhecer os resultados satisfatórios que o TJAM já alcançou depois da adesão.

"O teletrabalho não é privilégio, mas é outra forma de trabalho. Nós hoje possuímos servidores que relatam que logo após o café da manhã já estão trabalhando. Então, isso reduz o tempo gasto com deslocamento no trânsito, além de gastos com transporte, vestuário e alimentação. E isso já gerou um aumento de produtividade no TJAM, pois o modelo colabora para melhorar a vida do servidor, que vai ter um aumento de tempo com a família e para desenvolver-se profissionalmente.”

Mauro Saraiva ainda lembrou que os reflexos do teletrabalho já estão sendo sentidos em todo o mundo nos últimos 50 anos, e que a cabe à administração pública aderir aos modelos dessa modernização. O trabalho agora deve ser flexível e somado à utilização de tecnologia da informação e de comunicação. Segundo o palestrante, a média atingida no Amazonas já é superior a 24O% de produtividade pelos servidores que são teletrabalhadores e que dão solução ágil aos processos urgentes.

A segunda palestra da manhã foi ministrada pela servidora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e psicóloga e especialista em Gestão de Pessoas no Serviço Público, Lílian Brito Bertoli Garcia, que conversou com os servidores sobre os “Aspectos subjetivos do teletrabalho: gestão, vantagens e cuidados para o trabalho em casa”.

Conforme Lílian Brito, a troca de experiências proposta serve para dar direcionamentos aos servidores sobre os desafios e cuidados que todos que aderirem ao teletrabalho irão enfrentar nesse processo. "O nosso trabalho deverá ser mais cauteloso. É necessário que a gente veja, reveja e pense nas configurações que vão acompanhar essa mudança de ambiente, já que tudo será modificado, desde o desenho do trabalho em si, e vão até a adaptação das organizações e suas culturas. São pontos que precisamos ter cuidados.”

Repercussão

Pensando em propiciar a presença materna e saúde tão necessária nos primeiros anos de vida de uma criança, Francisleide Cabral Santos, servidora lotada na Diretoria Administrativa da Central de Compras, que está gestante e pensa em aderir ao Teletrabalho. “Vivemos na correria da vida e nessas idas e vindas perdemos muito tempo, como por exemplo, no horário de almoço. E, com a chegada do meu filho, não sei como seria essa dinâmica para a amamentação, já que é difícil ter um ambiente propício para isso no ambiente do trabalho.”

Francisleide ainda disse que estava com receio da criança deixar o período de amamentação antes do momento certo. "Por morar longe, acredito que, aderindo ao programa, poderei passar mais tempo com meu filho e dar mais suporte aos cuidados de alimentação e saúde. Sem dúvida que isso é uma qualidade de vida pra mim também, que não vou mais ficar preocupada.”

Regras para aderir

 A Resolução nº 65, que regulamenta o Teletrabalho, foi e foi aprovada em outubro deste ano pelo Pleno do Tribunal e publicada no Diário da Justiça Eletrônico. Algumas das regras gerais para participar do Teletrabalho consistem em que os servidores sejam estáveis e alcancem metas no mínimo 15% superiores àquelas previstas para os servidores não participantes que executem as mesmas atividades. O sistema é vedado para cargos de chefia, para servidores que apresentam contraindicações médicas atestada pela Junta Médica Oficial do TJTO e aqueles que tenham sofrido alguma penalidade disciplinar nos últimos dois anos.

Texto: Natália Rezende/ Fotos: Hordiley Canguçu.

Comunicação TJTO