Como parte do programa Justiça pela Paz em Casa, médicos residentes (R1) que atuam com saúde da família em Palmas participaram, nesta quinta-feira (5/9), de um bate-papo e receberam orientações sobre atendimento a vítimas de violência doméstica.

O encontro foi realizado pela equipe técnica da Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, juntamente com o Núcleo de Prevenção e Assistência a Situações de Violência de Palmas (Nupav) e a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM).

“Como eles trabalham no seio da família, nós queremos sensibilizá-los e prepará-los para estar atentos aos sinais de violência nos pacientes, ouvir, ajudar essas pessoas e fazer a notificação de violência domiciliar”, explica a assistente social Mirtes Pereira de Moura, da Vara Especializada no Combate à Violência Doméstica e idealizadora da ação.

A delegada Suzana Fleury Orsine contou sua experiência de atendimento a vítimas de violência doméstica e orientou os residentes como perceber os sinais nos pacientes. “Os dois lugares que a pessoa costuma desabafar é no consultório e na delegacia. Às vezes vocês vão ter acesso a pessoas que a gente não teria. A oportunidade pode ser única para o médico ouvir e ajudar essa pessoa a sair do ciclo de violência”, disse.

A delegada lembrou que, embora exista a confidencialidade médica, eles podem fazer notificação em caso de violência física, fazer denúncia anônima pelo Disque 180 e, ainda, encaminhar a vítima para o assistente social ou o psicólogo do posto de saúde.

Esse foi o segundo encontro realizado com médicos da Residência 1 sobre violência doméstica. O primeiro foi realizado em 2018. Um novo encontro deve acontecer ainda em 2019, dessa vez com os médicos de Residência 2.

Texto e Foto: Jéssica Iane
Comunicação TJTO.