Auto Circunstanciado de Inspeção apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o Judiciário tocantinense aponta duas boas práticas desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça. Destaque para o Sistema de Gestão de Pessoas (e-Gesp) e o monitoramento remoto de obras por meio de câmeras de vídeo. A equipe da Corregedoria  Nacional de Justiça esteve no Tocantins entre os dias 28 e 30 de maio, cumprindo calendário de inspeções ordinárias do CNJ.

Para o presidente do TJTO, desembargador Eurípedes Lamounier, o reconhecimento das boas práticas é resultado de um trabalho conjunto realizado com comprometimento e responsabilidade. "Esse destaque é resultado dos nossos esforços de estar sempre aprimorando. No projeto piloto de monitoramento das obras do novo Fórum de Taguatinga, por exemplo, percebemos o ganho de produção no acompanhamento diário das obras à distância, além de mais economia e transparência em todo o processo", afirmou. "Sobre o sistema e-Gesp, também temos que destacar que a tecnologia levou o Judiciário a um outro patamar no quesito gestão de pessoas. O sistema transformou as atividades que antes eram meramente operacionais para atividades de controle e governança; e facilitou a rotina administrativa dos servidores, permitindo mais tempo para focarmos na atividade fim, que é a prestação jurisdicional", avaliou.

Sistema e-Gesp

Implantado há pouco mais de um ano, o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas (e-Gesp) foi destacado com uma boa prática do Poder Judiciário e, conforme relatório do CNJ, "representa um bom referencial de sistema em funcionamento, com múltiplas funcionalidades, que não só permite o trabalho braçal de registro de informações, como oferece ferramentas de inteligências e gestão ao Tribunal".

Para o CNJ, o sistema evita retrabalhos comuns e garante mais agilidade, transparência e segurança aos serviços. Desta forma, o sistema e-Gesp foi recomendado pela Corregedoria Nacional de Justiça como modelo "pelo rol de ideias que podem fazer parte e serem assimilados pelas demais cortes e permitir, cada vez mais, que as unidades de gestão de pessoas possam empenhar menos tempo em atividades operacionais e atuar mais em áreas de controle, auditoria, planejamento, política de gestão de pessoas".

Obras

O CNJ também destacou no relatório a boa prática do acompanhamento de algumas obras de maneira remota, evitando a necessidade de deslocamento de equipe para fiscalização do trabalho e, consequentemente, promovendo mais agilidade no serviço e redução de gastos. "Desta forma conseguem não só acompanhar utilização de materiais e atividade constante no local de obras de responsabilidade do Tribunal, como também podem atestar situações como ocorrências climáticas impeditivas da condução das obras, não tendo que confiar exclusivamente em declarações das empresas contratadas ou custear o deslocamento de servidores para verificações, as quais além de onerosas podem ser impossíveis dentro do fator tempo", afirma trecho do relatório.

Ainda segundo o CNJ, o investimento em câmeras foi "uma ideia criativa e que auxilia na fiscalização de um dos tipos de serviços de mais alto gasto para a administração pública, além de fornecer acesso a esta fiscalização de forma transparente a mais indivíduos que apenas o fiscal in loco".

 

Texto: Paula Bittencourt / Foto: Rondinelli Ribeiro

Comunicação TJTO