Foi realizada nesta quarta-feira (1/06), na Comarca de Araguaína, a primeira oficina de Pais e Filhos do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). O encontro teve como objetivo promover a harmonização e pacificação das relações familiares em casos de divórcios.

A oficina teve quatro horas de duração e foi conduzida por profissionais do Cejusc. Durante o encontro, os inscritos participaram de dinâmicas e receberam cartilhas elaboradas pelo Conselho Nacional de Justiça com orientação para pais, crianças e adolescentes. Ao todo, 17 pessoas fizeram parte desta primeira experiência. “Foi muito bom a gente aprender mais sobre os nossos filhos e os relacionamentos que a gente tem. É muito difícil passar por um divórcio, porque a gente não sabe como lidar com os nossos filhos, com as crianças e fiquei feliz em aprender a lidar com essa separação”, disse uma das participantes, mãe de quatro filhas.

Para a coordenadora do Cejusc em Araguaína, juíza Umbelina Lopes, a oficina de parentalidade é um relevante instrumento para auxiliar os pais a protegerem os filhos dos efeitos danosos decorrentes do divórcio ou dissolução de união estável. “Implantamos a oficina com a finalidade de auxiliar pais e filhos a enfrentarem as consequências da ruptura do vínculo conjugal ou da disputa judicial, reduzindo traumas dele decorrentes e estimulando a autocomposição e pacificando os conflitos”, ressalta.

Ainda de acordo com a magistrada, que também e coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), a oficina é uma política pública de prevenção e resolução de conflitos familiares. “É um mecanismo de solução de controvérsias que auxilia, orienta e minimiza os efeitos prejudiciais do divórcio no desenvolvimento emocional dos filhos menores”, diz.

Sobre a oficina

A Oficina de Parentalidade foi implantada na Comarca de Araguaína no mês de maio com a finalidade de auxiliar pais e filhos a enfrentarem as consequências de um divórcio para a família. A ferramenta é voltada a pais, mães e filhos com idade entre sete e 17 anos, que estejam passando por conflitos decorrentes da mudança estrutural familiar.

Paula Bittencourt – Cecom TJTO

Fotos: Divulgação